A criação deste Blog tem como principal objetivo se tornar uma ferramenta de pesquisa colaborativa, a fim de que o processo de construção do conhecimento ocorra de forma interativa entre seus participantes (visitantes).

terça-feira, 9 de março de 2010

As novas tecnologias, a sociedade contemporânea e a educação.


Alcione Silva


Os avanços tecnológicos dos últimos trinta anos com o surgimento do microcomputador e depois com a internet provocaram mudanças espantosas à sociedade. A cada dia surge uma novidade que nos impressiona. A informação ocorre de forma instantânea, seja através do rádio, televisão ou internet.

A internet tem sido o meio mais fascinante de informação e comunicação. As informações disponíveis na internet são das mais diversas e infinitas. Podem-se encontrar informações abrangendo todos os aspectos da vida, tais como: economia local e global, esportes, religiões, educação, culturas das mais longínquas possíveis. Junto com essas informações uma quantidade impressionante de imagens seja em fotografias ou vídeos atraem a todos que acessam a grande rede.

A comunicação pode acontecer através de e-mail, fórum, (assíncrona) ou através de videoconferência, salas de bate papo, MSN com ou sem som e imagem (síncrona). Onde é possível a comunicação com varias pessoas de diversos locais no mundo, tudo de forma instantânea.

Com isso surgiu a necessidade de se criar locais onde as pessoas pudessem se encontrar virtualmente para discutirem idéias, trocarem experiências e conhecimentos, compartilharem suas angustias, buscarem respostas ainda não encontradas, ou seja, um lugar não existente, geograficamente, mas, onde muitos poderiam se encontrar, daí surgiram as comunidades virtuais.

O ingresso numa comunidade virtual, geralmente, parte do interesse pelas características dos assuntos tratados naquela comunidade. Se no dia a dia gosto de futebol e quero discutir, comentar, saber das resenhas e quase tudo que acontece no meio, procuro uma comunidade virtual que tenha como tema o futebol.

A comunidade virtual é uma ferramenta que pode ser explorada para o beneficio da educação. A formação de grupos de alunos para ingressarem numa comunidade virtual de aprendizagem, trará para eles a oportunidade de construírem seus conhecimentos ajudando-os na formação pró-ativa. Como exemplo, pensemos numa turma de alunos do interior da Bahia compartilhando suas experiências e conhecimentos com outros alunos de grandes cidades e de outros estados, ou até países, através destas comunidades, eles irão perceber as grandes diferenças culturais, comportamentais, religiosas, econômicas, dentre várias trocas de conhecimentos possíveis neste tipo de comunicação.

Entretanto,

Não se pode porém supor que as comunidades virtuais sejam agregações redentoras, que venham trazer soluções para os problemas do mundo contemporâneo. Como qualquer outra comunidade, as virtuais apresentam qualidades e problemas. A tão propalada liberdade na Internet pode ser tanto positiva quanto negativa. Pode proporcionar amizades duradouras, tolerância e até amor. Por outro lado, há também ódio, violência, culpa, pornografia e vergonha. (PRIMO, 1997)

Ingressamos então, na era digital ou a era da informação. Com isso somos praticamente obrigados a fazermos parte desta rede ou seremos parte dos excluídos como afirma Siqueira (2004), “penso que se estar-em-rede associa-se à existência social, política e econômica assim como à riqueza, o não-estar-em-rede associa-se à antigas e novas formas de exclusão, de miséria e de violência”.

Hoje para fazermos parte na sociedade contemporânea, temos que estar envolvidos com as novas tecnologias da informação e comunicação. Mas, não tem sido fácil, ainda, para uma grande parte da sociedade, lidar com os avanços das tecnologias. Percebemos isto quando estamos numa fila de um caixa eletrônico, as pessoas sentem dificuldades num simples saque de dinheiro. O que dizer de professores que não têm acesso a micro-computadores em suas escolas, para não dizer dos alunos, quando muitos deles nunca tiveram acesso à internet.

A nossa sociedade ainda não tem acesso as tecnologias de forma democrática. Uma das barreiras é o alto custo para adquirir um micro-computador, ou quando tem o micro, não tem a condição para contratar um provedor de internet, pelo menos é o que acontece nas pequenas cidades.

É patente as transformações que as novas tecnologias impuseram na nossa sociedade, e na educação não é diferente. O professor tem aprendido o seu novo papel em sala de aula, pois segundo Levy (1999), “o docente vê-se chamado a tornar-se um animador da inteligência coletiva de seus grupos de alunos, em vez de um dispensador direto de conhecimentos.” O professor já não é mais o centro, ao contrário do que se pensava no passado hoje ele não é uma “torneira” enchendo garrafas vazias. Não se tem mais aquela idéia de detentor do conhecimento, pois o acesso ao conhecimento quase sempre está ao alcance de todos, precisando apenas de um mediador.

Mesmo porque

O ser humano tem a capacidade de se adaptar e como tal, as pessoas devem desenvolver uma atitude flexível, com conhecimentos generalistas, capazes de se formarem ao longo da vida de acordo com as suas necessidades e que dominem as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). A sociedade exige da escola pessoas com uma formação ampla, especializada, com um espírito empreendedor e criativo, com o domínio de uma ou várias línguas estrangeiras, com grandes capacidades de resolução de problemas.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_da_informa%C3%A7%C3%A3o#Sociedade_da_Informa.C3.A7.C3.A3o

A escola precisa e deve utilizar das novas tecnologias. É preciso atrair o aluno com novidades que auxiliem no aprendizado e sairmos daquelas aulas chatas, que muitas vezes não tem a mínima atração. A educação não pode ficar estagnada no tempo, precisa acompanhar as tecnologias da sociedade contemporânea. Desde que seja utilizada de forma inteligente e eficiente. Não apenas o computador, mas os meios de comunicação como jornal, a televisão e o rádio e também equipamentos como data-show.

Há ainda muito que mudar na educação brasileira, principalmente nas pequenas cidades, quando muitas escolas estão abandonadas pelos poderes públicos. Falta investimento em remuneração dos professores, desde a educação infantil até a formação de nível médio, estrutura física das escolas, material didático, equipamentos eletrônicos, enfim tudo que uma escola precisa para que os alunos possam ter uma educação de qualidade e que acompanhe as novidades tecnológicas do século XXI.

Certamente que investimentos em tecnologias nas escolas não resolverão todos os problemas da educação brasileira, mas dará um grande passo para termos um ensino de qualidade. Por isso não se pode mais aceitar que escolas, principalmente do ensino médio, não tenham laboratórios de informática com acesso a internet, e professores/mediadores preparados para utilizarem a grande rede de forma sábia e proveitosa, pois assim haverá mais possibilidades de termos alunos mais preparados para enfrentarem as exigências que o mundo contemporâneo tanto tem exigido.


REFERÊNCIAS

LÉVY, Pierre. Educação e Cibercultura. A nova relação com o saber. Disponível em http://caosmose.net/pierrelevy/educaecyber.html, acesso em 30 abr 2009.

PRIMO, Alex Fernando Teixeira. A emergência das comunidades virtuais. In: Intercom 1997 - XX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 1997, Santos. Anais… Santos, 1997. Disponível em:.

Sociedade da Informação. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_da _informa %C3%A7%C3%A3o#Sociedade_da_Informa.C3.A7.C3.A3o, acesso em 30 abr 2009

Nenhum comentário:

Postar um comentário