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sexta-feira, 12 de março de 2010

Comunidades Virtuais de Aprendizagem

Adagilson

Durante a graduação percebi, principalmente nas disciplinas de Didática, Metodologia e Estágio Supervisionado e Evolução da Matemática II, em debates na sala de aula, algumas inquietações de colegas quando o assunto a ser discutido era Educação à Distância. Havia, certamente, um preconceito com o novo modelo de Ensino, inclusive como Ensino Superior, porém a falta de informação contribuiu para a afirmação do preconceito a EaD.
A inserção desse modelo de ensino que utiliza recursos tecnológicos não agrada a todos, até porque existem casos, a maioria, que são instituições privadas que oferecem o ensino na modalidade à distância, e recebem os valores altíssimos do investimento público, recursos que deveriam ir para as instituições educacionais públicas. Ao mesmo tempo possibilitam inserção e participação de parte da sociedade classe média e alta, e exclusão continuada das classes mais pobres da sociedade. É preciso analisar os componentes curriculares dos programas e saber quais tipos de acompanhamentos pedagógicos são utilizados na aprendizagem dos alunos-futuros profissionais na Educação, na Saúde, nas Ciências Humanas, etc.
Os meios de comunicação utilizados como mediadores, o tipo de relação, a interatividade são aspectos que caracterizam um modelo comunicacional de educação à distância. Há uma preocupação com o uso das novas tecnologias, numa perspectiva de mediação pedagógica, que pode ser o modo como o conteúdo ou tema é apresentado, de forma que permita a produção de conhecimentos.
As tecnologias possuem relação direta com os valores social, cultural e histórico. E ainda mais, quando define-se a sociedade atual como “sociedade da informação”, devemos sair da idéia que a tecnologia se restringe aos novos usos de equipamentos e produtos eletrônicos para a apresentação dos conteúdos a serem apresentados. A partir disso é preciso a criação de uma lógica comunicacional interativa, capaz de dinamizar a educação, fazer com que tenhamos indivíduos formadores de opinião. Através da integração de um conjunto de ferramentas informatizadas, tornou-se possível a automação e comunicação dos processos de negócios, da pesquisa científica e também dos processos de ensino e aprendizagem, ampliando as possibilidades entre o real e virtual.
Em tempo real, é favorecida a construção de coletivos inteligentes, proporcionando uma efetiva disseminação, e ao mesmo momento a agilidade nas trocas de informações, estas sempre sendo atualizadas.
As comunidades virtuais de aprendizagem surgiram da interação e o convívio em redes de computadores, surgindo com total desprezo ao tempo e espaço, agindo rápido através do seu potencial de interatividade, o que vem inclusive a contemplar a necessidade do desenvolvimento crítico, da expressividade, da criatividade e capacidade de trabalho em grupo, esta última mesmo, vem sempre proporcionando o desenvolvimento nas relações sociais.
Mas mesmo assim, a EaD ainda enfrenta desafios e preconceitos, apesar de não ser uma modalidade nova no Brasil. Passa por isso também devido ao seu próprio avanço na utilização cada vez mais constante. E o que parece é que a EaD tem superado as dificuldades, e veio para ficar.

REFERÊNCIAS

SOUSA, Jesus Maria; FINO, Carlos Nogueira. As TIC abrindo caminho a um novo paradigma educacional. Departamento de Ciências da Educação da Universidade de Madeira Funchal, Portugal.
SILVA, Simone C. P. da; Integração Social da Tecnologia: Uma esfera da educação. Educação para a Integração.
Comunidades Virtuais de Aprendizagem / organizado por Cláudia Aragão et al. – Salvador: Empresa Gráfica da Bahia, 2009.

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